Matéria da BBC News Brasil, intitulada 'Como um remédio me fez ficar viciada em sexo', tratou de efeitos colaterais de medicamentos agonistas da dopamina, receitados para distúrbios de movimento como a Síndrome das Pernas Inquietas (SPI) e Parkinson.
O artigo relata casos de pessoas que, após o uso da medicação, desenvolveram comportamentos impulsivos e compulsivos, como hipersexualidade, vício em jogos de azar e realização de compras.
Atitudes que não faziam parte de seus históricos, passaram a provocar problemas de relacionamento pessoal, dívidas e até criminais. Muitos dos pacientes relatam não terem sido alertados sobre a possibilidade de ocorrência desses efeitos colaterais.
Um dos medicamentos citados foi Ropinirol, que funciona imitando a dopamina, neurotransmissor que regula o movimento e está ligado ao sistema de recompensa do cérebro. A superestimulação desse sistema pelos agonistas da dopamina pode levar a uma perda de controle sobre os impulsos. Especialistas apontam que a prevalência desses efeitos colaterais é significativa, afetando entre 6% e 17% dos pacientes com SPI que tomam esses remédios,
No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) reconhece o risco de Desordens de Controle do Impulso (DCI), que incluem hipersexualidade e outros vícios, decorrentes do uso de medicamentos agonistas dopaminérgicos. As diretrizes sobre o tema foram estabelecidas em um alerta de Farmacovigilância emitido em dezembro de 2007 e servem como base para as exigências atuais de informação nas bulas e a conduta dos profissionais de saúde.
Fonte da matéria original: BBC News Brasil
Publicada em: 13 de março de 2025 (Atualizada em 5 de dezembro de 2025)